No evento realizado na Assembléia para lançar em Mato Grosso do Sul o Bloco Democrático Reformista, que vem para dar sustentação à candidatura do PSDB rumo a presidência da republica, o ponto alto do evento ficou por conta do recado dado pelo presidente estadual do PSDB, Deputado Reinaldo Azambuja.
A atuação do PSDB quando no comando do País, os avanços e os projetos que alavancaram o desenvolvimento e o fim da inflação foram lembrados sem saudosismo. Azambuja quis, lembrando de FHC, pontuar as diferenças de um Governo Petista, que segundo ele aparelhou o País a serviço de um partido e dos tucanos que aparelhou a serviço da população.
Azambuja se mostrou surpreso com a naturalidade com que as pessoas tem tratado os desmandos na máquina pública, com mensalões, desvios e escândalos financeiros as barbas da presidência. “Nós da classe política Brasileira temos que nos contrapor a isso”. Dispara Azambuja, que considera a união dos lideres no Estado fundamental para o combate destes atos.
Tentando dimensionar a responsabilidade que tem os lideres do bloco com os rumos do Estado, Azambuja fez questão de lembrar que os três partidos sempre foram coerentes nas suas alianças, parceiros do PMDB em sua maioria e adversário dos petistas nas principais disputas.
Observado pelos presidentes nacionais do PPS, Roberto Freire, PSDB, Sergio Guerra, e DEM, Rodrigo Maia, Azambuja lembrou das inúmeras e inclusive recentes oportunidades em que André comentou a condição calamitosa que encontrou as finanças do Estado, classificada pelo governador peemedebista como uma ‘herança maldita deixada pelo PT’ e da forma como André e os partidos aliados precisaram trabalhar no primeiro ano de mandato até que a Casa voltasse a ter ordem.
Sobre a atual aliança do Bloco com PMDB ele disse: “Somos aliados, sim, do PMDB, mas aliados como parceiros não como subservientes dele”. Sem meias palavras, Azambuja deixou claro que no caso de uma coligação entre o partido do Governador, o PMDB, e do ex-governador Zeca, o PT, o bloco, ali consolidado terá candidatura própria a Governo.
Para Azambuja é inconcebível que depois de chamar Zeca de ladrão, inclusive recentemente em Fátima do Sul, André suba junto dele em um palanque dando sustentação à candidatura de um petista a presidência. “Eu não acredito que isso ocorra aqui no Mato Grosso do Sul, mas quero deixar um recado claro, aos amigos deste bloco, se isso acontecer nós seremos a alternativa para Mato Grosso do Sul, uma alternativa de coerência daquilo que fazemos com aquilo que falamos em nossa vida pública”.
Pedindo pela união das lideranças do bloco em todo Estado, Azambuja enfatizou a disposição do vice-governador, o democrata Murilo Zauith, em colocar o seu nome a disposição para concorrer a uma vaga no Senado, e da Senadora Marisa, que pela experiência na disputa de um Governo em oportunidade recente, estaria pronta para um novo embate, colocando assim, a firme posição do bloco, e as possibilidades de reais um palanque do BDR. “(...) E eu sei que ela [Marisa] está pronta, por que se o PT estiver com o PMDB, nós não estaremos no mesmo palanque. Vamos propor uma nova alternativa para Mato Grosso do Sul com uma candidatura independente e coerente”. As duas condições, segundo Azambuja, exigidas hoje pela população para levar o projeto de um grupo verdadeiramente a sério.
Segundo Azambuja, a antecipação do processo eleitoral só aconteceu “por que o Presidente colocou a Ministra Dilma embaixo do braço e saiu com dinheiro publico ai propagando a sua candidatura no Brasil todo, e propagando o PAC, que não é um programa estruturante de desenvolvimento e sim, a mostra da incompetência do PT, que em nosso Estado, por exemplo, só realizou 3% do que havia planejado”.
Em tom indignado ele lembrou que Mato Grosso do Sul é o terceiro em obras realizadas através do PAC. “Isso mostra a incompetência de um governo que sabe bem fazer propaganda, mas não sabe administrar para o povo Brasileiro.” disparou.
Nos próximos dias o bloco começara a discutir em todo Estado, através de encontros regionais, os problemas e demandas dos municípios e projetos que venham de encontro expectativas dos sul mato-grossenses. Entre as principais discussões, estarão as demandas do setor produtivo, que sofre com a falta de uma política agrícola e de um seguro, e mesmo assim é responsável por 37% do PIB Nacional, 34% dos empregos gerados, pelo superávit da balança comercial. Neste sentido, suas criticas mais duras foram diretamente dirigidas ao Ministro Minc “Ele chamou todos os produtores de vigaristas (...) Vigarista é ele, que subiu no morro lá no Rio de Janeiro para fazer apologia a liberação da maconha”. Disparou.
Finalizando Azambuja dirigiu-se diretamente ao presidente do PMDB, deputado Federal Waldemir Moka, dizendo do interesse do bloco em compor com seu partido e formar uma aliança forte, sem deixar de observar que a aliança só será possível em torno da candidatura de um tucano a presidência. “Mas aliança se faz, construindo um projeto juntos, discutindo e ouvindo as opiniões, e não empurrando tudo goela abaixo”. Concluiu.